· comportamento,mente,vida,desenvolvimento,meditação

O fim do ano se aproxima e com ele movimentos intensos de fechamento de ciclos tanto no trabalho quanto na vida pessoal. E ao mesmo tempo que o foco é levado para o que se fecha é possível buscar reflexões sobre novos movimentos, buscas e ampliação da percepção.

A questão é que muitas vezes acabamos por verificar que estamos mergulhados num excesso de informações que nubla a mente. Técnicas 4.0 para a indústria, a comunicação, a gestão… Agentes e consultores de inovação, de mudança e de criatividade. Na educação, na saúde, na gestão de pessoas. É tanta informação que acabamos por perder a habilidade simples de identificar a solução mais direta e rápida para o problema que temos.

Essa busca rebuscada por informações, produzindo cada vez demandas de tempo e foco nos torna mais complexos para lidar com velhos problemas, que seguem em crescimento. Seguimos nos sentindo muito solitários, com dificuldade de aprofundar relações com confiança e entrega, com dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e profissional ou mesmo desenvolver caminho profissional em alinhamento às buscas pessoais.

Estamos dificultando tudo e talvez seja o momento de parar essa roda que gira cada vez mais rápido. Talvez possamos desconstruir para encontrar as melhores respostas.

Muitas práticas orientais promovem visões mais minimalistas, inclusive buscando abordagens e técnicas que possam dimensionar a mente apenas no momento presente, ou ensinar o corpo a perceber os seus ciclos, pulsações e limites.

Estas técnicas fazem tanto efeito porque, a partir do momento que possibilitamos tirar o foco do excesso de informações e abrir espaço para focar no que está mais próximo e interno, imediatamente percebemos uma redução de velocidade interna, como uma onda calmante, ao mesmo tempo que a mente parece se iluminar, trazendo mais clareza para o que precisamos. Quando colocamos a atenção em uma parte específica do corpo, uma por vez, passamos a perceber tantos detalhes que identificamos mais facilmente o momento exato que estamos fazendo algo que nos machuca, ao invés de nos trazer a percepção de autocuidado. Essa regulação, tão importante para sabermos o momento de agir e o momento de repousar, vem deste conhecimento intrínseco, desta inteligência da comunicação corpo/mente, que possibilita mensurar e aferir com melhor precisão nossos problemas e dificuldades. Bem como, reconhecer nossos ciclos naturais e necessidades mais profundas.

A partir desta precisão há a condição real para encontrar a solução que precisamos. Aqui, a busca de informações volta a fazer sentido. Porque você tem um norteador claro a respeito do que precisa. Invariavelmente a solução é menor que o imaginado, está mais perto e torna-se mais econômica se podemos ajustar estes nossos focos de forma preventiva, tanto para nossa saúde física, quanto para nossa saúde mental. O que pode ser realizado por técnicas antigas e simples, hoje bem difundidas (ainda bem!), como a meditação, o yoga, as linhagens de terapia corporal, as constelações sistêmicas, e tantas outras abordagens que nos conectam com os ritmos internos e ajudam a expressar o que temos no nosso inconsciente de forma integrada e leve.

A pergunta que fica hoje é: o que você precisa desconstruir para estar melhor ainda hoje? E qual pode ser a solução mais simples e próxima que você tem a seu dispor?

Um chá, uma caminhada, uma técnica de respiração, uma escuta em sua rede de contatos de confiança?...

 

Erica Martinovski_Sócia da Corpo e Fala

Fonoaudióloga | Avaliadora e instrutora comportamental | Terapeuta Corporal

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